quinta-feira, 29 de setembro de 2011

TEORIA DE ITTEN - Professor Milton

TEORIA DE ITTEN

A teoria das cores sazonais foi inspirada nos estudos do artista e colorista Johannes Itten, da famosa escola Navhas, na Alemanha. Ele descobriu a força do colorido físico, na escolha de cores que os estudantes faziam para a própria pintura. Observou que as cores pessoais dos alunos eram, consistentemente, as complementares para os seus tons de pele, cabelo e olhos, tanto em tonalidades, como em intensidade. As teorias desenvolvidas por Itten tinham por objetivo o “Eu”: os estudantes deviam procurar o seu próprio ritmo e desenvolver uma personalidade harmoniosa. Itten foi uma figura dominante durante a primeira fase da Bauhaus tendo influência nas oficinas, na organização e na estruturação de cursos.

Bauhaus 1919 – 1933 – Alemanha
Congregou importantes criadores de vanguarda, que fixaram algumas diretrizes estéticas que iriam prevalecer em todo o mundo durante o século XX. A Bauhaus combatia a arte pela arte e estimulava a livre criação com a finalidade de ressaltar a personalidade do homem. Mais importante que formar um profissional, era formar homens ligados aos fenômenos culturais e sociais mais expressivos do mundo moderno. Por isso, entre professores e alunos havia liberdade de criação, mas dentro de convicções filosóficas comuns. O ensino era suficientemente elástico, com a participação, na pesquisa conjunta, de artistas, mestres de oficinas e alunos. De tal maneira a filosofia da Bauhaus impregnou seus membros que sem demora se definiu um estilo em seus produtos despidos de ornamentos, funcionais e econômicos, cujos protótipos saíam de suas oficinas para a execução em série na indústria. O estilo Bauhaus era fruto do pensamento dos professores, recrutados, sem discriminação de nacionalidade, entre membros dos movimentos abstrato e cubista.

A metodologia de Johannes Itten era baseada em dois conceitos opostos: intuição e método ou experiência subjetiva e cognição objetiva. Na Bauhaus desenvolveu um curso preliminar – Vorkus – , cujo objetivo era “eliminar da mente do aluno todos os preconceitos que eles traziam, fazendo-os recomeçar a partir do zero.” O desejo de Itten era o de libertar o poder criativo individual do aluno e dar-lhe uma nova compreensão dos materiais e da Natureza, familiarizando–o com os princípios básicos, subjacentes a toda atividade criativa nas artes visuais, permitindo que cada aluno trabalhe na sua habilidade especifica.



Baseado nos estudos de Itten, Robert Dorr criou o Color Key System, que revolucionou a indústria de cosméticos, por classificar as peles em quentes ou frias.

Suzanne Caygill fez a mais profunda pesquisa de cores de pele, identificando 32 tipos, nos anos 40. Para simplificar o uso da cor e identificar o tipo de pele, desde então as peles estão classificadas em quatro grupos.

Quem mais difundiu este conceito nos últimos anos foi Claude Juillard, co-autor do livro Formes et Couleurs, mas antes dele, várias outras pessoas se dedicaram a manter esse conceito vivo. Claude foi o primeiro a criar um método, baseado na análise do comportamento (linguagem corporal) e nas características físicas. Foi um avanço grande, mas ainda limitado à percepção de como uma pessoa está e não de quem ela é.

Nos anos de 1980, consultoras de moda e imagem norte-americanas e européias, entre elas Carole Jackson, adaptaram os estudos do Sistema Sazonal de Cores desenvolvido por Itten, para a moda, aprimorando as cartelas de cores pessoais de guarda-roupa, acessórios, maquiagem e tinturação de cabelos para cada tipo cromático.

As cores que não pertencem à nossa cartela tornam nossa pele pálida, avermelhada ou esverdeada, desfavorecendo nossa imagem e causando um impacto negativo. As cores pessoais iluminam o rosto, e, em sintonia com a cor da roupa, acessórios e cabelos, favorecem a aparência como um todo, tornando-a mais interessante, harmoniosa e atraente.

 Fonte: Personal Stylist